ENTREVISTA: PROF. ROBERTO GONDIM, DIRETOR DIREC 13, JEQUIÉ
A Educação é sempre um tema importante para a sociedade. Depois das férias, é o momento de se planejar os caminhos que o sistema educacional vai seguir. No último ano de gestão, o governo do Estado, através da Secretaria de Educação e DIRECs, vai iniciar a Jornada Pedagógica 2010. Para falar sobre esse assunto, as ações governo e sobre o novo concurso público, o Gicult entrevistou o professor Roberto Gondim, diretor da Direc 13, responsável pelas atividades educacionais em Jequié e região.
GICULT: Professor, mais um ano letivo vai começar, o último da gestão do governo Wagner. Qual será o tema da Jornada Pedagógica neste início de fevereiro e por quê?
ROBERTO GONDIM: Bem, a Jornada Pedagógica da rede estadual tem sido um momento importante de diálogo do conjunto dos professores e, sobretudo, com a metodologia de propiciar um espaço coletivo, possibilitar a troca de experiências positivas das diversas escolas de nossa rede. Este ano (2010) estamos estabelecendo como tema “Inovação Curricular”, entendendo que discutir currículo significa discutir a própria escola, e todas as demandas que dela derivam.
GICULT: Passado três anos de governo, o que foi feito de diferente e melhor na educação da Bahia? O que se esperar neste ano?
ROBERTO GONDIN: Aprendi que avaliar também é comparar. Não gostaria aqui de estabelecer nesta resposta bandeira política eleitoral. Penso, aliás, tenho dito isso sempre, a educação precisa ser vista como política de Estado e não de governo. Neste sentido, destacaria algumas ações em diversas áreas para possibilitar um maior entendimento das mudanças por nós implementadas: 1- Democratização na gestão: Nova lei dos Colegiados escolares, dando-lhes caráter deliberativo em qualquer assunto na Unidade escolar; formação permanente e incentivo para criação e fortalecimento dos Grêmios estudantis, Eleição direta para gestores escolares, realização de 02 conferências Estaduais de Educação 2- Acesso e permanência: multiplicamos por 10 o número de vagas ofertadas em educação profissional em nosso Estado, em nossa regional havia apenas a escola Chico Mendes em Ipiaú, transformamos em Centro territorial, e ampliamos esta oferta para as cidades de Jequié, Jaguaquara e Maracás. Criamos 1 Centro de Apoio Pedagógico na Cidade de Ipiaú e implantaremos este ano em Jequié. Já oferecemos merenda escolar para alunos do ensino médio e alunos do EJA; participação em programa que auxiliam na elevação da escolaridade (Pró-jovem e Trilha). 03- Projetos: FACE, AVE, TAL, Jogos Escolares e Resignificação da dependência são exemplo de projetos que estão modificando o cotidiano de algumas escolas, dando-lhes caráter mais agradável e lúdico. 04 - Pessoal: Alem da modificação da lógica de contratação de REDA (seleção Pública), o atual governo já nomeou aproximadamente 5000 professores efetivos e está com edital do concurso público pronto para divulgação com 3200 vagas, além de convocação de mais 256 professores concursados de 2005 e mais 246 coordenadores pedagógico, também do mesmo concurso.
Caro Gidásio, felizmente são muitas as iniciativas, destacaria estas acima, mas certamente temos várias outras, assim como temos várias outras pendências, que certamente precisaremos de tempo para serem resolvidas.
GICULT: Os professores, através de suas entidades de classe, continuam com suas lutas históricas pela valorização profissional, inclusive pela implantação do Piso Salarial Nacional. O atual governo buscou atender as reivindicações da categoria?
ROBERTO GONDIM: Como gestor, tive alguns embates, as vezes duros, com a APLB, mas a bem da verdade nunca desconsiderei a sua história e importância no contexto das grandes lutas que sempre travamos para ver um Estado democrático e transparente. Tenho uma convicção que a luta não terminou, nem vai terminar. Os governos passam, as instituições precisam se manter firmes. Portanto, acredito que, neste contexto, as instituições sindicais são importantíssimas para aprofundar as conquistas da categoria. Sem dúvida logramos muitas coisas que se constituíam como bandeiras, antes inimagináveis. Agora precisamos resignificar as nossas bandeiras e partir para o debate no sentido de garantir ao mesmo tempo a tão sonhada qualidade da Educação, assim como uma maior valorização dos profissionais da Educação.




February 6th, 2010 at 10:35 pm
Não se pode esquecr que a sonhada Qualidade da Educação passa, necessariamente, pela valorização dos profissionais da educação. E essa é luta do Sindicato dos Trabalhadores em Educação, do qual faço parte.
Quanto à dureza dos embates que o professor diz que teve com a APLB, digo, com os dirigentes do sindicato, foi a mesma dureza do governo Jaques Wagner, que determinou inclusive a prisão do coordenador geral da APLB no momento de greve da categoria, e, da mesma forma, permitiu que os militares do Colégio Professor Magalhães Neto, hoje
Colégio Militar, colocasse à disposição dessa Direc professores que participaram do movimento e que o Professor nada fez para reverter o quadro. Mas, de uma coisa tenho certeza, conhecendo a luta, a independencia, autonomia e a coerencia dos dirigentes da
APLB, eles e elas estarão com Wagner, e contra o atraso.
Um abraço